domingo, 25 de setembro de 2011

Se você conseguir lá...

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Texto de Nizan Guanaes, publicado na Folha de São Paulo.

Como o país não tem cultura de anunciante global, poucas marcas brasileiras são globais...

"A agência que abri em Nova York, diferentemente do que se poderia normalmente esperar de mim, não é uma agência de publicidade. É uma agência de relações públicas.

Todas as vezes que falo isso, vejo sempre sobrancelhas levantadas. De interrogação, de perplexidade ou de dúvida. Mas tenho certeza absoluta de que é com relações públicas, e não com publicidade, que as empresas brasileiras vão construir suas marcas no mundo. Afinal, não temos dinheiro para construir marcas mundiais pagando os imensos custos de mídia de um mercado global caro, fracionado e complexo.

E não é só isso. Não é só um problema de falta de dinheiro. Não temos cultura de anunciantes globais. O Brasil sempre foi um país fechado e insular. Completamente voltado para dentro. Boa parte de nossas exportações são commodities. Poucas marcas brasileiras são globais. Mas hoje é preciso ser global até para competir no seu próprio país.

As pessoas vão se tratar no hospital Albert Einstein ou no Sírio-Libanês porque têm certeza absoluta de que eles são hospitais de padrão global. Porque, se tivessem alguma dúvida, elas pegariam um avião e iriam se tratar no exterior, como faziam no passado. Portanto, a construção de uma percepção global de sua marca, do que você faz, é também uma iniciativa de proteção do seu mercado interno.

É essa imensa oportunidade, precaução e ferramenta que o Brasil e suas marcas devem explorar. E explorarei na Africa NY. O exemplo mais eloquente disso é o sucesso internacional da marca Havaianas, que não foi construído no exterior com publicidade, mas sim com ações de RP, como sampling, networking.

É difícil, por exemplo, você se hospedar em um bom hotel no Brasil e não ter uma sandália dessas no armário. Esse trabalho de chinês foi feito pelas Havaianas. E, como tudo o que é bom, deve ser seguido por outras indústrias também.

Marcas brasileiras de moda, como Osklen e Lenny, sempre fizeram esse trabalho de RP divinamente. Sabem tudo do assunto. Exatamente porque nunca tiveram grandes verbas publicitárias. Por isso, só tinham como projetar suas marcas no mundo pensando fora da caixa. Fazendo um corpo a corpo agressivo com a imprensa de moda internacional e construindo com ela um intenso relacionamento.

Ninguém da grande imprensa internacional passa por São Paulo e pelo Rio sem jantar na casa da Lenny Niemeyer, do Oskar Metsavaht, do Rogério Fasano ou sem tomar drinques com Monica Mendes e com Paula Bezerra de Mello. Vi a Daslu construir sua marca no mundo com pouquíssima verba e muitíssima imaginação. Justamente porque todos esses aqui citados não tiveram, em geral, um vintém para anunciar. E, portanto, não podiam ficar acomodados, na zona de conforto em que a publicidade acaba aprisionando a gente.

A capacidade de promover meu trabalho e o de meus anunciantes sempre ajudou a mim e a eles. Washington Olivetto foi o primeiro publicitário a ter uma compreensão madura disso. Antes da palavra "buzz" existir, ele sempre soube fazer "buzz" marketing como ninguém. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo, independentemente de serem gênios no que fazem, são gênios em RP. Como Steve Jobs, Madonna, Lady Gaga, Valentino ou Ralph Lauren.

É com esse olhar que abro minha agência em Nova York. Certo de que é com relações públicas que a pinga brasileira, o pão de queijo, o design, a água de coco, o avião da Embraer, o sabonete de óleo vegetal, as praias do Nordeste ou os arquipélagos do rio Amazonas se tornarão mais conhecidos no mundo. 

É munido dessa esperança e dessa audácia que rumo para Nova York, pátria da publicidade e das relações públicas. Porque, afinal, "If you can make it there, you can make it every- where"."

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Idéias na Laje - 25/08 - às 20h00!

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Boa noite a todos, tudo bem?

Compartilho um evento muito colaborativo e motivador que ocorre sempre na última quinta-feira de cada mês. É o Idéias na Laje - Um grupo de pessoas que procura incentivar o empreendedorismo para um mundo melhor!

Na próxima quinta-feira, dia 25/08, irá acontecer mais uma edição do evento com João Augusto Penna do HABIBS. E o tema será: A História do Habibs.


Mais informações e para confirmar presença acesse a página do Idéias na Laje no Facebook

Grande abraço a todos e bom evento!

Rodrigo Stoqui

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Geração de Valor!

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Amigos, boa noite!

Tudo bem?

Compartilho com todo um pequeno vídeo que fala muito bem e define que forma excelente os "3 elementos básicos do empreendedorismo". Assistam e divulguem!


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Logotube - A nova oficina de criação online do mercado!

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Boa noite a todos,

Como há muito tempo não faço, publico hoje aqui no Blog o Lançamento da LOGOTUBE - A sua oficina de criação!

A Logotube é uma oficina de criação e planejamento para ações de comunicação 
on-line e off-line. O objetivo é realizar negócios de forma diferenciada e com baixo custo.

Nela, você encontra soluções para o seu negócio, com preços atrativos e possibilidade de pacotes promocionais. Além dos pacotes fechados, também realizamos projetos personalizados. Peça para consultar a tabela de preços e saiba que na Logotube não há diferenças entre os clientes.

Com o trabalho desenvolvido pela Logotube, você, seu trabalho e suas idéias não ficam limitados, pois o objetivo também é de contribuir para a evolução do seu negócio. Evite empresas que entregam sempre o mesmo resultado. Pague menos, tenha os materiais necessários e invista em ações inovadoras.

Boas compras e divulguem essa idéia!

Abraços e uma ótima semana a todos,
Rodrigo Stoqui

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um talento de pessoa, não uma pessoa de talento!

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Boa noite a todos,

Tudo bem?

Hoje fui ao Fórum de Relações com o Consumidor realizado pela ABA e, dentre todas as palestras excelentes, a que mais chamou a atenção foi a de Gil Giardelli (@gilgiardelli) - Especialista em Mundo.com, Professor de Pós-graduação e MBA na ESPM e CEO da Agência de Comunicação Gaia Creative.

De forma direta, tive muito interesse por uma frase dita por ele da seguinte forma: "Precisamos formar um talento de pessoa, não mais pessoas de talento!"

Comentário que interpreto da seguinte forma…

Hoje em dia é pré-requisito para uma entrevista de emprego ou para crescer dentro de uma empresa as seguintes características: inovação, criatividade, dinamismo e por aí vai…

Bom, mas vejam que fato curioso, as empresas querem “pessoas diferentes”, mas quando elas começam a trabalhar para aquela empresa ficam todas iguais. Não é interessante?

Sendo assim, podemos observar que, quando nos pedem para ser uma pessoa de talento, na realidade o que as empresas procuram são pessoas com as mesmas características e que tenham as mesmas aspirações, sejam elas quais foram…

Penso no mesmo sentido do Gil. O que nossas empresas e os nossos mercados precisam é de TALENTO DE PESSOA, não uma pessoa de talento!

Precisamos de pessoas que pensem e trabalhem para um mundo melhor, menos agressivo, mais solidário, menos ambicioso e mais tolerante, mais participativo e menos individualista, entre tantos outros adjetivos para mais e/ou para menos.

Lembre-se, quando sua empresa tiver a oportunidade de contar com profissionais que sejam um TALENTO DE PESSOA, ela estará pronta para assumir um novo papel na sociedade!

Forte abraço a todos e uma ótima semana!

Rodrigo Stoqui

terça-feira, 12 de abril de 2011

A corrente do bem!

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Boa noite a todos,

A pedidos da amiga @belle_rp abaixo gostaria de compartilhar com vocês um projeto muito bacana chamado: A corrente do Bem!

E o que é o Projeto?

De forma resumida, a Corrente do Bem é um movimento com a proposta de conscientizar as pessoas de que boas ações se fazem no dia a dia. Pode ser no quintal de casa, entre amigos, para desconhecidos que cruzam o seu caminho, no trabalho, na escola, na hora do almoço e até pela internet; é só fazer. São ações simples, que podem ser divertidas e rápidas: um carinho, uma gentileza de maior ou menor impacto na vida de uma pessoa.

Acesse o site e adquira mais informações sobre este importante projeto!

Abraços e uma semana excelente para todos.

Rodrigo Stoqui

terça-feira, 29 de março de 2011

Você quer uma marca ou um emprego?

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Boa noite a todos, tudo bem?

Lendo o livro Personal Branding – Construindo a sua marca pessoal” de Arthur Bender, premiado publicitário, destaco uma passagem que o autor fala sobre “Você quer uma marca ou um emprego?”. Gostei muito da forma que foi abordado e acho um tanto quando importante o estilo “provocativo” de Bender. Leia abaixo:

“Não quero que você consiga um emprego. Este livro pretende ensiná-lo a ser capaz de construir uma marca pessoal e gerenciá-la agregando cada vez mais valor à sua carreira. E, isso, definitivamente, é muito diferente de arranjar um emprego.

Se você só quer um emprego, ótimo. Siga os manuais de RH, faça aquele currículo bonitinho e torça para conseguir uma entrevista. Mas, se você quer construir uma marca pessoal com valor no mercado, aposte em ser diferente. Se você dominar várias habilidades, tiver amplo conhecimento sobre inúmeros setores, dominar diversas línguas e processos, conhecer um pouco de tudo, ótimo. Mas aposte numa diferença. Você precisa ser MUITO BOM em algum aspecto ou conjunto diferente de habilidades que o faça super-especial, único. É aí que vai residir o seu valor: quando você representar um atributo que não se encontra em outros profissionais do seu segmento.

Dominar vários setores, conhecer uma variedade de segmentos, áreas, pode contribuir, e muito, para o seu sucesso. Mas isso só vai lhe permitir entrar no estádio. Para jogar o jogo, você terá de ser um ótimo goleiro, um ótimo zagueiro ou um maravilhoso centroavante. Para jogar na seleção, você precisará entrar na mente do técnico e ser, para ele, o MELHOR goleiro, um goleiro diferente, com seu próprio estilo; o MELHOR zagueiro, mas um zagueiro diferente de todos os outros que o técnico conheceu; e o MELHOR centroavante, diferente de todos os outros que já ocuparam essa posição.

No mercado corporativo, se você só tiver as habilidades que os outros profissionais têm, não estará apto nem para jogar o jogo; estará apenas nas cadeiras, vendo os outros jogarem.”

E você, quer aplaudir ou ser aplaudido?

Pense nisso!

Forte abraço e ótima semana para todos,
Rodrigo Stoqui